Artigos http://visagismo.com.br Sun, 20 Aug 2017 00:41:05 -0300 Joomla! - Open Source Content Management pt-br Philip Hallawell no programa Mais Você http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=126:philip-hallawell-no-programa-mais-voce-videos&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=126:philip-hallawell-no-programa-mais-voce-videos&Itemid=556

O programa Mais Você de Ana Maria Braga exibiu em 25 de outubro de 2013 uma matéria sobre Visagismo.

Philip Hallawell analisou os rostos de três atrizes da Globo e participou de duas gravações. A primeira foi num calçadão no centro de São Paulo, onde foi montado um salão de beleza. Com a participação do público, Philip falou dos formatos e das características do rosto e Leandro Pires, da Fizz Cabelos, executou dois cortes, depois de definir o que cada pessoa desejava expressar pela sua imagem. A segunda gravação foi no salão Cabelaria, com a participação de André Mateus. Philip fez a consultoria com Fernanda e André fez a adequação de sua imagem. Pessoas que passaram por uma consultoria e adequação com Visagismo também fizeram depoimentos sobre como isso afetou suas vidas.

 

Philip Hallawell analisa perfil de três famosas através dos traços do rosto

Philip Hallawell e Nádia Bochi vão às ruas procurar mulheres para fazer teste com visagismo

Preparadora física muda o visual com a ajuda de Philip Hallawell

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webmaster@visagismo.com.br (Webmaster (visagismo.com.br)) Artigos Wed, 30 Oct 2013 16:35:36 -0200
Uma Questão de Estilo: A aplicação do Visagismo possibilita criar um estilo pessoal para qualquer pessoa http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=107:uma-questão-de-estilo-a-aplicação-do-visagismo-possibilita-criar-um-estilo-pessoal-para-qualquer-pessoa&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=107:uma-questão-de-estilo-a-aplicação-do-visagismo-possibilita-criar-um-estilo-pessoal-para-qualquer-pessoa&Itemid=556

Todos as pesquisas sobre tendências indicam que as duas maiores são a despadronização e a customização, que é a personalização de produtos e serviços. Isso significa que o profissional de beleza precisa saber como criar um estilo personalizado para cada um dos seus clientes e estar atento ao perigo de cair na armadilha de criar imagens padronizadas, baseadas nas "tendências" de moda. O Visagismo é justamente a arte de criar um estilo pessoal e o domínio dos seus conceitos e técnicas possibilita a customização da imagem de cada cliente.

Ter estilo no Ocidente, antigamente, era privilégio de um seleto número de pessoas, que formava a classe aristocrática. Quase todas as outras pessoas viviam sem nenhum senso de estilo. Não tinham estilo nas suas imagens, roupas, utensílios, móveis ou casas, por exemplo. O estilo aristocrático, por outro lado, refletia os valores da nobreza, estabelecidos pelos gregos da antiqüidade: fineza, respeito, harmonia e um senso de responsabilidade social que os privilégios impõem. Era um estilo feudal e patriarcal, em que o nobre tinha o dever de cuidar dos seus súditos.

Aos poucos, porém, esses valores foram corrompidos, primeiro pela decadência da nobreza, a partir dos século XVII. Depois, com a criação da alta burguesia, durante a revolução industrial, esse estilo passou a ser uma manifestação de poder, sem princípios. Os nobres, que ainda viviam de acordo com os verdadeiros valores da nobreza, "esnobavam" essas pessoas. A palavra preconceituosa snob tem suas origens nas escolas particulares da Inglaterra, onde era costume colocar o título de nobreza ao lado do nome de cada aluno. Quando não havia título, colocava-se s.nob, uma abreviação do latim sine nobilitis, que significa "sem nobreza". Quando uma pessoa da classe média ascendente mostrava atitudes arrogantes e sem refinamento, chamavam-na de snob e a evitavam. Esnobavam-na. Todo esse processo é registrado na literatura européia por Voltaire, Balzac, Dickens, Thackeray, Austen, Brontë, e Mann, e outros autores. Muitas das suas obras foram transformadas em filmes.

Com conhecimento técnico, sabe em que ângulo cortar uma mecha para obter o efeito desejado, ou com que instrumento deve trabalhar. Sabe como aplicar uma tintura corretamente e como usar escovas. O maquilador sabe como aplicar os cosméticos, para criar efeitos diversos, e como utilizar uma pinça, por exemplo. No entanto, mesmo sabendo fazer tudo isso, o profissional não saberá estilizar um corte, definir uma intenção ou expressar-se através da cor e da luz, se não adquirir outros conhecimentos. O fazer e o idealizar são fases distintas e separadas do processo criativo.

As classes dominantes dos séculos XIX e XX aos poucos foram sendo compostas por uma maioria burguesa, ao mesmo tempo em que se formava uma classe média e um proletariado, ambos com educação e poder econômico, que lhes davam direito a um estilo. Mas esses precisavam ser novos, que refletiam os pensamentos e valores que estavam em oposição ao pensamento da classe dominante conservadora. A mulher buscava se libertar do domínio masculino e estabelecer sua independência e minorias étnicas buscavam se valorizar. Um grande número de crenças, filosofias de vida e posicionamentos sociais surgiram no século XX: religiões diversas, liberalismo, socialismo, comunismo, anarquismo, os hippies, para citar alguns.

Pessoas começaram a manifestar seus valores na sua imagem, em oposição à classe dominante. Neste processo, foram sendo derrubados os padrões do estilo clássico conservador e uma multiplicidade de estilos se formou. Mas isso não quer dizer que a classe dominante de hoje não preservou um estilo, que continua sendo uma exibição de poder, ganho por privilégio ou riqueza econômica, mas sem outros valores. É um estilo que só pode ser comprado, baseado no luxo, na exclusividade, na associação a marcas de poder e à exibição de suas etiquetas, mas não pode ser individualizado ou personalizado, porque essas pessoas se submetem a um sistema totalitário em que o indivíduo é oprimido e massificado.

Um estilo pessoal só é possível quando a pessoa realmente tem valores e princípios próprios e um pensamento livre de padrões. Isso se aplica a qualquer pessoa, de qualquer classe, mesmo das dominantes. É preciso que ela saiba quem ela é e que tenha conteúdo. Vai refletir seu pensamento, seus valores, seu estilo de vida e sua personalidade. Assim, mesmo que seja semelhante a de outras pessoas e possa ser identificada com o estilo de um grupo de pessoas ("tribo"), será única - customizada a suas carcterísticas únicas.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas que lida com imagens não tem esse conhecimento formal. Isso acontece porque raramente é ensinado nas escolas e faculdades. Antigamente era ensinado por meio do desenho, academicamente. As academias estabeleceram regras no uso da linguagem visual, o que limitava a criatividade, e as escolas modernas não souberam separar o conhecimento das regras, abandonando o ensino do desenho por completo desde 1960.

No visagismo aprende-se a linguagem visual e um conjunto de técnicas e procedimentos para poder ajudar as pessoas a refletir e a definir tudo isso e estabelecer uma intenção, na qual será baseado seu estilo. É um processo que a ajuda a cada um encontrar seu lugar - único - neste mundo e evitar que seja engolida pela massificação. E abre as portas para se expressar sua plenitude, com entusiasmo e criatividade.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:52:28 -0300
Por que Visagismo? http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=106:por-que-visagismo?&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=106:por-que-visagismo?&Itemid=556

Há quatro anos, no início de 2002, iniciei minha pesquisa sobre visagismo. Quase não havia referências sobre o assunto, especialmente no Brasil. Tive acesso a alguns livros, mas todos se limitavam à análise física de uma pessoa; formato do rosto e cor da pele. Conhecer a técnica de analisar o rosto é fundamental para poder exercer o visagismo. No entanto, pelas informações que tive sobre Fernand Aubry, o criador do visagismo, em 1937, era claro que se tratava de um conceito. Não é uma técnica.

O visagismo é uma filosofia de trabalho, que exige aprender novas técnicas, obter novos conhecimentos e mudar procedimentos. Essas mudanças são radicais e envolvem a quebra de paradigmas profundamente enraizados em todos os profissionais de beleza. Paradigmas são formas de pensamento que se tornam padrões ou modelos, que, por um lado, ajudam a organizar o pensamento e as ações, mas, por outro, dificultam a assimilação de novas idéias e limitam o pensamento criativo. A base do conceito de visagismo é que a beleza é a expressão de qualidades interiores de uma pessoa, com harmonia e estética. Um dos paradigmas é que é preciso ser bonito para ser belo e que é, portanto, somente uma questão estética. Por isso, leia de novo a frase e pense sobre seu significado: a beleza é a expressão de qualidades interiores de uma pessoa, com harmonia e estética.

Fernand Aubry disse: "Não existe mulher sem beleza, somente belezas que ainda não foram reveladas."

Portanto, para criar beleza não é suficiente pensar somente na parte estética, ou seja, em equilibrar as formas, ou corrigir traços físicos. É preciso expressar uma qualidade que a pessoa possui. Pensa-se primeiro em quem o cliente é, no seu estilo de vida, sua personalidade, suas necessidades particulares e profissionais e suas preferências. Depois é que se pensa no que ficará bonito.

Não é fácil pensar dessa maneira, porque todo mundo que tem senso estético logo pensa na imagem e não no que a imagem expressa.

Então, por que mudar o que está fazendo para praticar visagismo?

Hoje, três anos depois de lançar o meu livro Visagismo:harmonia e estética (Ed. Senac), o interesse no assunto continua a crescer. Poder oferecer ao cliente a criação de uma imagem personalizada e única é um grande diferencial e atende a uma das principais necessidades de todos: criar uma identidade autêntica por meio de sua imagem. Uma imagem que revela qualidades e que valoriza o que é único e especial em cada um – não só de seu físico, mas também do seu ser.

Nos últimos 100 anos houve muitos avanços tecnológicos que provocaram grandes mudanças na sociedade. Trouxeram maior mobilidade e a globalização, crescente inclusão social, maior escolaridade e informação, maior comunicabilidade e interação. Com essas mudanças, o homem contemporâneo percebe que tem o direito e a obrigação de fazer escolhas em todas as áreas de sua vida, algo inexistente há 100 anos para todos menos uma elite seleta. A grande maioria, no entanto, não está preparada para fazer essas escolhas e não encontra auxílio.

Essa realidade produziu o que é apontado com unanimidade como sendo a maior tendência social da atualidade: a costumização. Costumização significa oferecer produtos, serviços, educação e até propaganda de maneira personalizada, talhada aos gostos e necessidade individuais das pessoas. Esse é o grande desafio de todos.

Visagismo é costumização.

A costumização vai na contra-mão da massificação. Implica no abandono de fórmulas, regras e padrões e na adoção de procedimentos e atitudes que estimulem a criatividade.

Não há soluções prontas, porque cada pessoa é única. As tendências de moda precisam ser adaptadas para cada pessoa, e deve ser observado se são apropriadas. Significa livrar-se da tirania dos modismos, mas mantendo o direito de brincar com eles.

Conhecer a técnica de análise do rosto não faz do profissional um visagista, porque ele se mantém preso á estética da imagem, sem pensar no que a imagem expressa. É somente uma das técnicas utilizadas. Além disso, é preciso saber analisar o comportamento e a personalidade, saber explicar o que a imagem de uma pessoa expressa (e por que) e como a imagem a ser criada vai afetar seu comportamento e, conseqüentemente, suas relações com os outros e consigo mesmo. É necessário ter profundo conhecimento de como usar as linhas, formas, cores e outros elementos visuais para construir uma imagem que expressa a intenção do cliente e ter boa técnica para executar o trabalho.

O visagista aprende a fazer a consultoria, com o intuito de descobrir uma única coisa: o que a cliente deseja expressar. Com conhecimento da linguagem visual, técnica, sensibilidade e criatividade saberá como construir uma imagem que traduza essa intenção, com harmonia e estética.

Isso é criar beleza. Isso é visagismo.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:51:02 -0300
Visagismo: O Papel da Técnica na Construção da Imagem Pessoal http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=105:visagismo-o-papel-da-tecnica-na-construcao-da-imagem-pessoal&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=105:visagismo-o-papel-da-tecnica-na-construcao-da-imagem-pessoal&Itemid=556

Há alguns anos, fui convidado a ministrar um workshop para os alunos de design de uma faculdade. Pensavam que precisavam de mais técnica para estimular a sua criatividade, mas logo percebi que o que lhes faltava era conhecimento da linguagem visual e não técnica. Conheciam pouco, ou nada, de composição, a dinâmica das linhas, proporção áurea, estética, luz ou cor. Conseqüentemente, não sabiam como as imagens funcionam e como se expressar visualmente. Isso não é um problema técnico.

 

Em todas as áreas de artes visuais, inclusive na de imagem pessoal, há uma tendência de focar em técnica e ignorar o estudo da linguagem visual. Aliás, muitas pessoas nem sabem o que é linguagem visual.

A técnica é essencial ao processo criativo. Sem ela, não há como executar um trabalho, e quanto maior for o domínio e a experiência com diversas técnicas, mais recursos o criador da imagem terá. Na construção da imagem pessoal, o aprendizado de técnicas habilita o profissional a criar diversos efeitos, no corte, na coloração, no penteado, no design de sobrancelhas e na maquilagem.

Com conhecimento técnico, sabe em que ângulo cortar uma mecha para obter o efeito desejado, ou com que instrumento deve trabalhar. Sabe como aplicar uma tintura corretamente e como usar escovas. O maquilador sabe como aplicar os cosméticos, para criar efeitos diversos, e como utilizar uma pinça, por exemplo. No entanto, mesmo sabendo fazer tudo isso, o profissional não saberá estilizar um corte, definir uma intenção ou expressar-se através da cor e da luz, se não adquirir outros conhecimentos. O fazer e o idealizar são fases distintas e separadas do processo criativo.

O processo criativo tem quatro estágios interligados: a concepção, a materialização, a interpretação e a re-interpretação. Eu não sou cabeleireiro, nem maquilador. Sou artista plástico e pesquisador da linguagem visual há quase 40 anos. Embora não possa executar um corte de cabelo ou uma maquilagem, porque não domino as técnicas, consigo estabelecer um conceito de corte e materializá-lo visualmente, desenhando o conceito. Mas também poderia materializá-lo verbalmente, simplesmente explicando o que visualizo mentalmente. Em outras palavras, consigo criar um estilo, mas não sei executá-lo, ou interpretá-lo.

Na fase da idealização, que compreende a concepção e a materialização, estabelece-se o que se deseja expressar através da imagem. Na fase do fazer, a interpretação, é decidido como isso será realizado. Em algumas artes, como na música, duas ou mais pessoas estão envolvidas no processo de criação. O compositor idealiza a música; o intérprete a executa.

A última fase, a reinterpretação, envolve o espectador, ou, no caso da imagem pessoal, o cliente e as pessoas com quem tem contato, que re-interpreta aquilo que o artista criou.

O aprendizado da linguagem visual habilita o profissional a criar uma imagem conscientemente. Ele aprende o que as formas, linhas e cores expressam, os princípios de harmonia, estética e equilíbrio, a teoria da cor e como a luz funciona e como utilizá-la para criar volume. Essa linguagem não é baseada em regras ou em preferências culturais, mas na física ótica, na matemática, na geometria e na ciência cognitiva, que estuda como o ser humano processa imagens no cérebro e como funciona a percepção visual. Com esse conhecimento, uma pessoa pode criar uma imagem que expressa um conceito, ou idéia. Isso é a mesma coisa que criar um estilo.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas que lida com imagens não tem esse conhecimento formal. Isso acontece porque raramente é ensinado nas escolas e faculdades. Antigamente era ensinado por meio do desenho, academicamente. As academias estabeleceram regras no uso da linguagem visual, o que limitava a criatividade, e as escolas modernas não souberam separar o conhecimento das regras, abandonando o ensino do desenho por completo desde 1960.

Como resultado, a maioria dos profissionais usa somente a intuição, que depende do grau de inteligência visual, ou copia estilos pré-determinados por outros e assimilados por fotografias, ou pela observação de outros trabalhando. Além de limitar o profissional, isso causa frustração e um senso de impotência. Mesmo um profissional com alto grau de inteligência visual se beneficiará adquirindo o conhecimento formal da linguagem visual.

Além de proporcionar muito mais opções e liberdade para criar, esse aprendizado faz com que o trabalho se torne consciente. O profissional saberá explicar o conceito do corte para o cliente, o que expressará e como o afetará. Também permitirá analisar a imagem que o cliente tem ao entrar no salão, o que expressa e o que não é adequado esteticamente, para sua personalidade e para suas atividades.

O profissional que conhece muitas técnicas, mas nunca estudou a linguagem visual, é limitado. Para exercer sua criatividade plenamente, o profissional precisa ter domínio da linguagem visual e de diversas técnicas, e saber usá-las em conjunto. Isso exige treino, prática e estudo.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:49:03 -0300
Visagismo: A Identidade e a Máscara http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=104:visagismo-a-identidade-e-a-máscara&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=104:visagismo-a-identidade-e-a-máscara&Itemid=556

Cada um se vê no seu rosto. Sua imagem pessoal expressa sua identidade, para sí e para os outros. Mas também é uma máscara. Essa identidade é criada desde a infância e modificada ao longo dos anos. Cada mudança na imagem pessoal afeta a pessoa psicologicamente, porque altera como se vê e é vista, e o que revela e esconde da sua personalidade. Influi no seu comportamento e nos seus relacionamentos.

Ao mesmo tempo, é no rosto que se manifestam todos os aspectos da personalidade, tanto positivos, quanto negativos. Os formatos das feições e até do rosto, as proporções, a cor da pele e as linhas registram fisicamente a maneira de ser de cada um.

Uma pessoa amarga, dura e intolerante desenvolve linhas duras no rosto, ao longo do tempo. Os lábios ficam finos, os olhos se estreitam e a boca cai nos cantos. No rosto estarão estampados todos os sinais de uma pessoa que se rendeu aos aspectos negativos de sua personalidade. Essa pessoa também se sentirá cada vez mais negativa, num círculo vicioso. Se este processo não estiver muito avançado é possível interrompê-lo com uma mudança na imagem, que evidencie os atributos positivos da personalidade.

O belo é a manifestação de qualidades da personalidade, através das características físicas. Olhos abertos, grandes e brilhantes são atraentes porque revelam uma pessoa atenta ao mundo à sua volta, emotiva, sensível e vivaz. O queixo firme revela uma personalidade forte e decidida. Feições delicadas, por outro lado, indicam meiguice e sensibilidade.

Os aspectos positivos da personalidade são, na realidade, o reverso dos aspectos negativos. Se fizer uma lista de todas as suas qualidades, ao lado das suas fraquezas, perceberá isso. O reverso da força é a agressividade, da meiguice, a timidez, da extroversão, a inconveniência, por exemplo. Muitas vezes, quando uma mudança da imagem revela uma qualidade, o aspecto negativo também se manifesta no interior da pessoa. Por exemplo, se desejar revelar a força de uma pessoa, ela pode se tornar agressiva se não souber lidar com essa força.

Por isso é preciso ter muito cuidado, especialmente quando a mudança é radical. O objetivo deve ser sempre direcionar a pessoa para que vivencie suas qualidades e transformar as fraquezas em qualidades.

A imagem de uma pessoa começa a ser desenvolvida a partir da infância, quando a criança começa a ter a noção de sua identidade e de sua individualidade. Até esse momento, sente que tudo que a rodeia faz parte de si e não se sente separada do mundo. Através da sua imagem, busca aprovação e aceitação e deseja diminuir a rejeição. No entanto, não é a principal responsável pela construção dessa imagem. Isso caberá aos pais, que a criarão de acordo com sua visão, não a dela. Também há a interferência do meio social, que ditará como deve aparentar, de acordo com os padrões da sociedade e do meio em que vive. Todas essas influências e a busca por aprovação fazem com que se desenvolva uma máscara, ou persona, tanto na imagem, quanto no comportamento.

A máscara não é, necessariamente, fingimento. Poderá ser meramente uma proteção, sem grandes implicações, se a imagem for positiva, ao revelar autenticidade e características positivas da personalidade. Se esse for o caso, a pessoa será vista como bela e sentir-se-á confiante e equilibrada.

Poderá, ao contrário, esconder aspectos importantes da personalidade dela, ou, até, ser totalmente artificial. Mesmo "bonita", num sentido superficial, sofrerá grandes conflitos, porque o rosto estabelecerá uma identidade falsa, que não representa quem é verdadeiramente. Ela se sentirá confusa, insatisfeita e sem rumo. Infelizmente, esse é o caso de muitas pessoas atualmente, que não souberam criar uma identidade própria, autêntica, no ser e na aparência, e, por isso, não se vêem como indivíduos, apesar de sentirem sua individualidade.

É preciso, no entanto, ter muito cuidado ao tirar uma máscara, ou alterá-la. Mudanças radicais podem ser altamente prejudiciais. Algumas pessoas até se apóiam em imagens negativas, como se fossem muletas. Outras se agarram a imagens de um passado nostálgico, mas que não corresponde mais à sua realidade. Isso acontece com algumas pessoas de meia idade, que persistem em ter uma imagem da adolescência, por exemplo. Há transformações que só podem ser feitas pouco a pouco, outras somente com o acompanhamento de um psicólogo. Lembre-se de que a imagem afeta o comportamento e a auto-estima, mas não trabalha problemas de fundo psicológico.

O visagismo ensina como ler a imagem da pessoa, e perceber sua personalidade. Ensina o que cada linha, formato, proporção e cor expressa e como afeta as pessoas emocional e psicologicamente. Ensina o profissional como ajudar seus clientes a estabelecer uma imagem pessoal que a identifique positivamente para o mundo e para si mesma, com um comportamento em sintonia com o melhor de si, e que seja uma máscara somente no sentido de não a deixar vulnerável.

E cada cliente expressará a beleza do melhor de seu ser.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:47:07 -0300
O que é Beleza http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=103:o-que-é-beleza&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=103:o-que-é-beleza&Itemid=556

Beleza. O que é isso de que falamos tão freqüentemente? Será que todos nós temos a mesma concepção dessa palavra?

Para nós profissionais de beleza, é fundamental definí-la, o que não é fácil. Artistas, escritores e filósofos debatem essa questão há séculos. Não tenho, portanto, a pretensão de encerrar esse debate aqui; desejo, somente, fazer algumas colocações que possibiltem reflexões, sobre esse assunto, para que cada um chegue às suas próprias definições.

É importante diferenciar entre "bonito" e "belo". Há pessoas belas, que não são bonitas, e há pessoas bonitas, que não consideramos belas. Na arte, um quadro belo nem sempre retrata algo bonito e a representação de algo bonito nem sempre resulta num quadro belo. Então evidentemente há uma diferença. Eu acho que o bonito se refere somente a questões estéticas exteriores, como harmonia de proporções e do conjunto, ou ao que é agradável ao olhar. A beleza envolve algo mais profundo, além disso.

O escritor irlandês James Joyce, no livro Retrato do Artista quando Jovem, trata extensamente das questões da arte e da beleza. Num dos diálogos, é dito que é preciso ter três coisas para a beleza: inteireza, harmonia e irradiação.

Inteireza significa que aquilo que é belo é completo em si, independentemente do que estiver à sua volta. Para isso é preciso que tenha conteúdo. Quando falamos em beleza, geralmente a relacionamos a uma qualidade. A beleza expressa algo, seu conteúdo.

Quando vemos alguém como belo, é porque expressa algo que admiramos, como força, bondade ou alegria. Um exercício interessante é pensar no maior número de qualidades que puder e fazer uma lista. Uma boa lista deve conter pelo menos cinqüenta palavras. Outro exercício interessante é pensar em diversas pessoas, mulheres e homens também, que considera belas. Pense nas qualidades que essas pessoas expressam e não somente no seu visual. Pense em filmes que considera belos e no que expressam e como fazem você sentir.

Essas virtudes, ou qualidades, são materializadas na imagem, da pessoa, do objeto ou da obra de arte, e não precisam de acessórios, mas harmonia também é necessário. Quando se cria uma imagem bela, como na imagem pessoal, é essencial trabalhar dentro dos princípios de harmonia e estética. É preciso saber como criar uma composição harmoniosa, como usar a proporção áurea para obter uma imagem esteticamente agradável, como usar a cor harmoniosamente e como trabalhar com a luz e a sombra. As qualidades de uma pessoa se manifestam naturalmente no rosto harmoniosamente, enquanto suas fraquezas desequilibram o conjunto. Por isso, também é preciso saber ressaltar os pontos fortes e diminuir os pontos fracos.

Se observar cuidadosamente fotografias de pessoas famosas, consideradas belas, como atrizes ou modelos, verá que souberam valorizar seus pontos fortes e diminuir seus "defeitos", ou transformá-los. Algumas são bonitas e belas, mas outras souberam transformar uma imagem comum, ou até feia, numa imagem bela.

Mas ainda falta a terceira coisa: a irradiação. Isso significa que a imagem irradia a sua essência, seu conteúdo. Faz isso sem artifícios e com transparência. Uma pessoa não consegue ser bela tentando ser algo que não é. É possível criar numa pessoa uma imagem de força, por exemplo. Mas, se a pessoa não for forte, essa imagem será opaca, sem transparência, e não será convincente, por não ter conteúdo. Será somente uma máscara, talvez bonita, mas não bela.

Isso explica porque uma pessoa bonita, com traços perfeitos e proporções ideais, pode ser "sem graça". A harmonia e a estética em si não são beleza. É preciso algo mais, o conteúdo, materializado com transparência.

Uma vez que sua imagem esteja estabelecida, com harmonia, uma pessoa bela não precisa se produzir com nada especial. Pode usar tanto um jeans e camiseta quanto um vestido de grife. É sempre admirada, porque tem conteúdo, materializado com harmonia, e é completa em si.

O visagista revela a beleza de cada um, que irradia do seu interior, usando o conhecimento da linguagem visual para criar uma imagem harmônica e estéticamente bonita.

As pessoas tornam-se belas, sendo elas mesmas.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:45:15 -0300
A auto imagem http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=102:a-auto-imagem&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=102:a-auto-imagem&Itemid=556

A auto imagem é a imagem que temos de nós mesmos. Infelizmente, a maioria não tem noção ou consciência dela, especialmente quando é negativa. Pessoas com boa inteligência visual têm uma percepção aguçada, mas são uma minoria. Mesmo essas, provavelmente não sabem se sua imagem é a mais adequada.

O profissional de beleza deveria poder orientar as pessoas em tudo isso, mas, se ele não tiver domínio da linguagem visual e dos princípios do visagismo, não saberá fazer uma análise apurada da imagem. Dependerá somente da sua intuição, e isso não é o suficiente para explicar o efeito que a imagem tem sobre outras pessoas e sobre o próprio cliente e apontar melhorias. Nem sempre a imagem, mesmo sendo bonita, é a mais adequada para o momento da pessoa.

Costumo dizer que, embora cercada de milhões de imagens, em revistas, na televisão, nas ruas e em todos os ambientes, a maioria das pessoas é "analfabeta visual". São raras as que realmente conhecem essa linguagem (não só no Brasil, mas no mundo todo). As imagens, inclusive a pessoal, nos afetam e nos influenciam, sem que tenhamos consciência dos seus efeitos e conseqüências.

Mesmo assim, somos muito sensíveis a críticas. Ninguém gosta de ser informado de que não está bem visualmente, mesmo quando está insatisfeito com sua imagem. Isso acontece porque, intuitivamente, todos sabemos que a imagem pessoal é a expressão de quem somos e que a auto estima é ligada a ela.

É preciso ter muito tato e sensibilidade quando se faz a análise de um cliente. Sempre comece apontando os pontos positivos e nunca critique diretamente o corte, a cor ou o penteado. Evite impor uma imagem. Lembre-se de que é o cliente que terá de conviver com ela e com suas conseqüências.

Por exemplo, digamos que sua cliente é uma mulher que tem o formato de rosto retangular largo, olhos grandes, queixo bem definido e pele do tipo outono, e que está usando o cabelo num corte chanel, de cor escura fria .

Imediatamente você percebe que é uma pessoa do tipo colérico, mas, que a cor do cabelo deveria ser quente e o corte está fazendo com que pareça fria, rígida e inacessível. A não ser que seu trabalho exija isso, é provável que não deseja causar essa impressão nos outros, mas, como falar disso com ela, sem ofendê-la?

Provavelmente, ela não entenderá o que colérico significa. Aliás, pensará que está dizendo que é brava! Então comece falando das qualidades que expressa. Você pode dizer que parece uma pessoa forte e decidida, emotiva e que gosta de desafios. Pronto! O diálogo está engatinhado e vocês podem falar sobre o que ela aprecia nela mesma, suas preferências, o que a incomoda, ou atrapalha, nas suas relações com os outros, no trabalho e na vida pessoal, e o que ela deseja expressar pela sua imagem.

É neste ponto que se pode falar da sua imagem atual e apontar o que é inadequado para ela, mas sempre explicando porque. Também explique como pretende expressar o que ela deseja. Ela estará aberta a mudanças sugeridas por você, mas fique atento às que ela não deseja modificar e respeite suas preferências.

Quando o visagismo é usado corretamente, as pessoas percebem que o profissional está trabalhando com conhecimento, na busca de uma imagem que trará benefícios para elas, tanto estéticos, deixando-as mais belas, quanto psicológicos e emocionais, aumentando a auto estima e o bem-estar.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:44:13 -0300
Os Benefícios do Visagismo para o Cliente http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=101:os-benefícios-do-visagismo-para-o-cliente&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=101:os-benefícios-do-visagismo-para-o-cliente&Itemid=556

O cabeleireiro se coloca ao lado, ou atrás, da pessoa sentada em frente ao espelho, a cumprimenta-a e começa a conversar, buscando saber o que ela deseja. Imediatamente surge um grande complicador: a maioria das pessoas não sabe a diferença entre como deseja seu cabelo e o que quer expressar.

Se lhe perguntar o que quer, diz logo que quer encurtar, ou não, alisar, mudar a cor, ou que quer ficar parecida com uma pessoa famosa ou adotar a mais nova tendência que viu numa revista. Muitas vezes o profissional percebe que o que a pessoa pretende não é adequado, mas como lhe dizer isso?. E o que fazer ela cliente quer algo "diferente", ou, pior, não sabe o que quer?

Essa é a experiência de muitas pessoas quando vão a um salão de beleza "fazer o cabelo".

Podem sair decepcionadas e não muito diferentes do que quando entraram. Não se acham muito parecidas com as famosas em que se modelaram e, mesmo que estejam dentro da última moda, muitas vezes percebem que não ficou bom para elas. Isso é frustrante tanto para o cliente, quanto para o profissional.

A experiência de ter sua imagem criada por um visagista é totalmente diferente e, quando o trabalho é bem realizado, o cliente nunca mais vai querer outra coisa. No artigo anterior falei dos benefícios que o visagismo traz ao profissional. Neste vou falar sobre como o visagismo afeta o cliente. Na realidade o satisfaz além de suas expectativas.

Até receber o convite do Centro de Tecnologia da Beleza do Senac-SP para desenvolver um trabalho de visagismo, que resultou na publicação do meu livro Visagismo: harmonia e estética (Ed. Senac-SP) há dois anos, pouco freqüentava salões. Desconhecia a realidade cotidiana dos cabeleireiros, maquiladores e esteticistas. Quando lancei o livro, comecei a conhecer salões de beleza e profissionais da área e logo percebi que o profissional que desejasse aplicar o visagismo, da maneira como o apresentava no meu livro, precisaria mudar seu atendimento.

A primeira modificação e a mais importante é descobrir quem é a pessoa, antes de pensar em possíveis soluções para seu cabelo. Na primeira vez em que se atende uma pessoa, o visagismo exige um diagnóstico das características físicas e da personalidade dela. O profissional precisa poder observar a pessoa caminhar até a cadeira. Assim poderá analisar seu andar, seus gestos, seu porte, sua atitude e a maneira de sentar. Se ela já estiver sentada, o profissional se priva de todas essas informações importantes. Quando o profissional adquire experiência, ele consegue analisar uma pessoa em menos de um minuto e, no retorno, já a conhece, então não precisa repetir essa etapa do processo.

É preciso, também, conversar com a pessoa; conhecer suas necessidades, seu estilo de vida e seus desejos. Isso significa também que tem de estar predisposto a ouvi-la e, depois, a explicar o que pretende fazer e como isso a afetará, tanto física, quanto emocionalmente. Essa etapa do processo é importante para certificar-se de que atenderá suas expectativas.

Pode acontecer que, ao explicar que efeito o cabelo terá, a pessoa perceba que não deseja isso.

No retorno, esta parte do processo é mais rápida, porque a pessoa geralmente já sabe o que deseja expressar e dará um feedback espontâneo sobre como a sua imagem a afetou. É nesse momento que o profissional descobre se realmente atendeu às expectativas do seu cliente. E assim ele cresce, se enriquece e aprende.

Para o cliente, o tempo dedicado a ele é de um valor inestimável. Sente-se especial, valorizado e apreciado. Para muitas pessoas, talvez a maioria, é uma experiência rara. Cria um bem-estar, que querem repetir. Na realidade, podemos dizer que exercer o visagismo verdadeiramente é um ato de amor fraterno.

Mas não é só isso que diferencia a experiência. Através do visagismo, a pessoa passa por um processo de auto conhecimento. Conhece o formato de seu rosto, a cor de sua pele e as proporções de suas feições. A maioria não conhece suas características físicas, nem seus pontes fortes e seus pontos fracos. Muitas pessoas acham que seu rosto é redondo - o que as desagrada - quando, na realidade, não é. Essa simples descoberta pode lhe dar uma grande alegria ou, até, resolver um trauma. Fica sabendo da lateralidade do seu rosto e a diferença entre o lado máscara e o lado da alma. Surpreender-se-á ao descobrir que seu rosto revela sua personalidade e que o cabelo pode acentuar tanto as suas forças, quanto as suas fraquezas.

Ela se conscientizará sobre o que sua imagem atual está dizendo de si mesma e como ela está sendo vista. Descobrirá que sua imagem tem uma influência poderosa sobre suas relações, tanto íntimas quanto profissionais, e que muitos problemas poderão ser resolvidos com mudanças de corte, de coloração ou de penteado. E o mais importante, descobrirá que sua imagem afeta decisivamente seu comportamento e sua auto-estima, podendo criar entusiasmo ou depressão. (ver ilustração)

Essa conscientização leva a uma reflexão constante sobre o que realmente deseja expressar e a percepção de que ela poderá ser bela, se o melhor de sua personalidade for revelado, suas características físicas positivas valorizadas e a sua imagem for criada de acordo com os princípios de harmonia e estética. Perceberá que poderá ter uma imagem personalizada, autenticamente sua, e não mais procurará emprestar a imagem de outra pessoa. No máximo, poderá desejar expressar, da sua maneira aquilo que alguém que admira expressa, mas pensará na qualidade da expressão e não no modo em que essa qualidade é expressada. Essa reflexão em si é uma experiência muita rica e também rara, que a maioria não espera ter num salão de beleza, local geralmente associado à vaidade e à futilidade.

Tudo isso faz com que se passe a ter uma nova atitude em relação à ida ao salão. Ao invés de sentir-se gastando dinheiro, em algo supérfluo, a pessoa passará a considerar o cuidado com sua imagem como um investimento numa prioridade. Perceberá que um bom profissional visagista, com domínio de técnicas, poderá lhe proporcionar grandes benefícios. Benefícios no âmbito profissional e na esfera pessoal e elevação de sua auto estima.

Essa nova atitude também implica em maior fidelização, pois a criação da imagem pessoal é um processo contínuo. Ao longo do tempo, o profissional conhecerá melhor sua cliente.

A situação de uma pessoa, suas necessidades e seus desejos podem mudar de um dia para outro, mas seu ser, sua essência, permanece sempre o mesmo. A tendência é querer ter a sua imagem feita por quem a conhece bem e que acompanhou as transformações pelo que passou. Enfim, desenvolverá uma relação de cumplicidade com seu visagista.

Uma cumplicidade que cria bem-estar, prazer e beleza, e que faz com que cada cliente se sinta único, valorizado e apreciado, de bem com a vida.

Como O Cérebro Processa a Imagem: Toda imagem contém símbolos - formatos geométricos e cores, principalmente - chamados de arquétipos, que têm o mesmo significado para todas as pessoas, independentemente de raça, cultura ou educação.

Esses símbolos são captados instantaneamente pelas amígdalas do sistema límbico do cérebro, que provoca emoções fortes, que invadem o cérebro todo e que afetam a percepção racional. Por isso, a imagem pessoal de uma pessoa é percebida e compreendida emocionalmente, e influencia os relacionamentos com os outros e o próprio comportamento.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:42:49 -0300
Os Benefícios do Visagismo para o Profissional de Beleza http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=100:os-benefícios-do-visagismo-para-o-profissional-de-beleza&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=100:os-benefícios-do-visagismo-para-o-profissional-de-beleza&Itemid=556

Recentemente, o economista e consultor austríaco de corporações, Peter Drucker, comentou que, analisando o século XX, percebeu que as tecnologias, como a televisão e a internet, não foram o que mais marcaram a época, mas, sim, o fato de proporcionarem escolhas a milhões de pessoas, repentinamente. Mais importante ainda, porém, foi a incapacidade das empresas de oferecê-las e o despreparo da população para essa enorme mudança.

Por isso, a grande tendência de todos os mercados é o que se chama customization - a personalização no oferecimento de produtos e serviços. Empresas, como a Dell computadores, que conseguiram isso obtiveram grandes vantagens e liderança no seu mercado.

Na área da beleza, é o visagismo que se enquadra nessa tendência.

O profissional dessa área, que exerce o visagismo, não trabalha com padrões de beleza, ou com soluções padronizadas, derivadas das tendências de moda. Busca soluções que revelam o que é singular nos seus clientes, adaptando as tendências de moda ao estilo de cada um.

O seu atendimento é personalizado. Analisa o seu cliente para identificar suas características físicas - positivas e negativas - e sua personalidade, pois sabe o que o formato do rosto, os formatos e proporções das feições, a cor da pele e outras características físicas revelam do temperamento. Essa análise lhe permite identificar o que faz cada pessoa ser única.

A análise profunda permite um relacionamento diferenciado e personalizado com seu cliente, em que procura conhecer seu estilo de vida, suas atividades profissionais e pessoais, suas necessidades e situações específicas de cada momento da sua vida. Os clientes, quando conhecem o visagismo, surpreendem-se e se encantam. A percepção de que sua imagem revela tanto de si mesmos faz com que valorizem a criação consciente e dirigida que só o visagista consegue.

A criação da concepção, ou idéia básica do que se deseja expressar com a imagem, é feita pelo cliente, com a ajuda do visagista. Envolve uma profunda reflexão, por parte do cliente (falaremos mais sobre isso no próximo artigo), que será continuada, quando sair do salão.

Cabe ao profissional transformar esse conceito em imagem. Ele só pode ser considerado um verdadeiro visagista se tiver domínio da linguagem visual, além de domínio de técnicas de corte, coloração e maquilagem. O conhecimento da linguagem visual lhe permite criar conscientemente, sem depender unicamente de sua intuição e de sua inteligência visual. Ele sabe o que as linhas, as cores, os formatos e outros elementos visuais expressam e como usá-los para criar a imagem que o cliente deseja. Também sabe como explicar ao cliente o que pretende fazer, porque escolheu determinada solução, como a imagem afetará o seu comportamento e como será percebida por outras pessoas.

O visagista deve alertar seus clientes sobre o poder da imagem. Recentes pesquisas neurobiológicas comprovam que toda imagem cria um impacto emocional, antes que seu significado seja compreendido racionalmente. É por isso que se diz que a primeira impressão é que vale. As linhas, formas e cores têm significados fixos, compreendidos intuitivamente da mesma maneira por todas as pessoas, independentemente de sua cultura ou raça, mas agem sobre a emoção e não a razão. A imagem de uma pessoa, portanto, afeta as pessoas, com quem se relaciona, emocionalmente, criando sensações positivas ou negativas. Mas também afeta a própria pessoa, seu comportamento e sua auto estima.

O visagista, por conhecer a linguagem visual, sabe o que determinada imagem expressará e como afetará as relações de uma pessoa e sua auto estima.

Os benefícios que o visagismo traz ao profissional, portanto, são inúmeros. Os clientes valorizam muito mais seu trabalho, têm muito mais confiança nos procedimentos indicados por ele, porque são embasados em conhecimento, e ele mesmo tem maior confiança. Todo trabalho é único e sua criatividade está sendo exercida constantemente, o que propicia maior prazer e evita a rotina. O visagismo transforma o profissional de beleza em um artista. Ele se sente realizado, porque vê que está criando beleza e bem estar e está beneficiando os seus clientes em todas as esferas de sua vida.

Na esfera comercial, isso se traduz em clientes fiéis, que tendem a usar os seus serviços com mais freqüência, porque têm consciência da importância da imagem pessoal.

Percebem que, para cada ocasião, é preciso ter uma imagem adequada e como é importante que seja tratada por um visagista. Também têm consciência que a imagem deve refletir as mudanças que ocorrem ao longo das suas vidas. Por tudo isso, seus clientes indicam seus serviços a outros com prazer, segurança e entusiasmo.

Finalmente, o visagismo abre oportunidades para o profissional, principalmente com empresas, para que cuide da imagem de seus funcionários.

Meu maior prazer é ver os resultados do trabalho de um profissional que aplica os conhecimentos do visagismo, que transmito nos meus cursos e no meu livro. Começa com a alegria da pessoa de se ver bela, mas, mais do que isso, de se ver como um indivíduo, com uma imagem única que revela o melhor de quem é para ela mesma e para o mundo. E, depois, vendo como foram beneficiadas.

O visagismo entusiasma porque pode transformar vidas.

(Legenda para fotos utilizadas na revista)

Diagnóstico: Caroline é estudante de psicologia. O rosto hexagonal, com base reta, e pele quente avermelhada, tipo outono, indicam uma personalidade forte, mas as feições revelam introversão e disciplina. O cabelo, na imagem original, era pesado e sem vida, o que a deixava sem ânimo e inativa.

Desejo: expressar liberdade e maior extroversão.

A transformação lhe deu leveza, movimento e dinamismo e revelou uma beleza vigorosa.

Visagista: André Mateus

Salão: Hairy Label Superstars

Modelo: Caroline Torres

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:40:35 -0300
A linguagem visual na construção de uma imagem pessoal http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=99:a-linguagem-visual-na-construção-de-uma-imagem-pessoal&Itemid=556 http://visagismo.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=99:a-linguagem-visual-na-construção-de-uma-imagem-pessoal&Itemid=556

No final do século XIX, o arquiteto Louis Sullivan estabeleceu um conceito que mudou radicalmente a arquitetura e todas as outras artes aplicadas. Esse conceito é resumido na sua célebre frase "a forma sempre segue a função." Em 1918, a escola de artes Bauhaus foi fundada sobre esse princípio, por Walter Gropius e um influente grupo de artistas, e seus ensinamentos mudaram definitivamente toda a área de artes visuais, desde as Belas Artes ao Design.

Essa frase significa que, antes de se pensar no que será bonito ou esteticamente agradável, é preciso pensar para que ou quem a imagem serve. Há casas muita bonitas, mas desconfortáveis, escritórios lindos mas nada funcionais. Há xícaras belas, mas difíceis de segurar. E vemos cortes e penteados belíssimos, que, mesmo deixando a pessoa bonita, não são adequados. Por exemplo, uma jovem médica pode ficar linda com cabelos esvoaçantes, mas não despertará muita confiança em sua competência.

Quando se pensa primeiro na função, esta determinará como a imagem deve ser criada, para ser adequada, sem deixar de ser bela.

O visagismo, palavra derivada de visage, que, em francês, significa rosto, foi criado por Fernand Aubry, em 1937, com o intuito de alinhar a arte de criar uma imagem pessoal a esse mesmo conceito. No entanto, nunca foi possível, ao cabeleireiro e ao maquilador, aplicar esse conceito totalmente, porque lhes faltavam algumas informações essenciais, principalmente sobre a linguagem visual. Meu livro, Visagismo: harmonia e estética (Ed. Senac-SP) é o primeiro que mostra como essa linguagem se aplica à arte de criar uma imagem pessoal.

Em primeiro lugar, é preciso compreender que toda imagem expressa conceitos, sensações e emoções. A imagem de uma pessoa é constituída pelo seu formato de rosto, suas feições, sua cor de pele, seu corte de cabelo, penteado, coloração, sua maquilagem, adornos e, no caso dos homens, seus pêlos faciais. Esse conjunto faz, literalmente, uma declaração ao mundo e à própria pessoa de quem ela é, por meio da linguagem visual.

Todo mundo tem uma compreensão intuitiva dessa linguagem, mas poucos sabem como realmente funciona. É a mais antiga e primitiva linguagem dos seres humanos e a primeira utilizada para compreender o mundo que nos cerca. Intuitivamente entendemos o que significam as diversas linhas, formas, cores e outros elementos que compõem uma imagem. É por isso que conseguimos sentir o que imagens transmitem.

Pessoas que trabalham com imagens, inclusive os profissionais da área da beleza, geralmente têm inteligência visual acima da média e, instintivamente, sabem como lidar com uma imagem. No entanto, para exercer o visagismo, é preciso conhecer essa linguagem profundamente.

Esse conhecimento permite analisar as formas e os traços de um rosto e saber o que expressam da personalidade de uma pessoa. Há mais de 5000 anos os Chineses já haviam percebido que a personalidade, ou temperamento, de uma pessoa é estampada no seu rosto. Os Hindus e os Gregos da antigüidade fizeram a mesma constatação e daí nasceu a Fisiognomonia , que é a arte de conhecer o caráter das pesssoas pelos traços fisionômicos.

Com esse conhecimento, o profissional consegue, depois de alguma prática, fazer uma leitura muita rápida de seu cliente. Em poucos minutos analisa as características físicas e sabe que tipo de pessoa é. Conversando com ela, descobrirá mais sobre ela: seu trabalho, suas atividades, seu estilo de vida, seus desejos e suas necessidades. Aí então saberá o que sua imagem deve expressar, para lhe proporcionar maiores benefícios nos seus relacionamentos, levantar sua auto-estima e criar bem estar em geral.

Nisso se estabelece um conceito, ou seja, a função da imagem, e esse é o primeiro passo do processo criativo. Mas para criar a forma mais adequada, que melhor expressa esse conceito, é preciso dominar o uso da linguagem visual, conhecendo e estudando seus fundamentos: luz e sombra, cor, composição, proporção áurea, dinâmica das linhas e outros. Os fundamentos são baseados em conhecimentos de física ótica (cor e luz), de matemática, de geometria, de antropologia e das ciências cognitivas, que estudam como funciona a percepção e a compreensão do mundo.

Beleza é criada quando o conceito transmite as qualidades da pessoa - força, criatividade, dinamismo, meiguice ou autocontrole, por exemplo - e quando a forma valoriza as características físicas positivas, expressa harmonia e é criada de acordo com os princípios de estética.

Finalmente, é preciso que o profissional domine as técnicas diversas utilizadas na criação de uma imagem pessoal; corte, coloração, penteado, maquilagem e outras.

Dessa forma ele pode direcionar seu trabalho, exercendo sua habilidade e criatividade, com consciência daquilo que está proporcionando ao seu cliente, sem que dependa da intuição. Saberá o que a imagem que pretende criar expressará e poderá explicar isso ao seu cliente, quase garantindo a sua satisfação.

Nos artigos a seguir veremos como o visagismo valoriza o trabalho do profissional de beleza e lhe traz maior realização e, depois, como beneficia o cliente e como a imagem pessoal afeta não só a auto estima, mas também pode transformar vidas.

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Artigos Sat, 01 Oct 2011 12:38:52 -0300