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O programa Mais Você de Ana Maria Braga exibiu em 25 de outubro de 2013 uma matéria sobre Visagismo.

Todos as pesquisas sobre tendências indicam que as duas maiores são a despadronização e a customização, que é a personalização de produtos e serviços. Isso significa que o profissional de beleza precisa saber como criar um estilo personalizado para cada um dos seus clientes e estar atento ao perigo de cair na armadilha de criar imagens padronizadas, baseadas nas "tendências" de moda. O Visagismo é justamente a arte de criar um estilo pessoal e o domínio dos seus conceitos e técnicas possibilita a customização da imagem de cada cliente.

Há quatro anos, no início de 2002, iniciei minha pesquisa sobre visagismo. Quase não havia referências sobre o assunto, especialmente no Brasil. Tive acesso a alguns livros, mas todos se limitavam à análise física de uma pessoa; formato do rosto e cor da pele. Conhecer a técnica de analisar o rosto é fundamental para poder exercer o visagismo. No entanto, pelas informações que tive sobre Fernand Aubry, o criador do visagismo, em 1937, era claro que se tratava de um conceito. Não é uma técnica.

Há alguns anos, fui convidado a ministrar um workshop para os alunos de design de uma faculdade. Pensavam que precisavam de mais técnica para estimular a sua criatividade, mas logo percebi que o que lhes faltava era conhecimento da linguagem visual e não técnica. Conheciam pouco, ou nada, de composição, a dinâmica das linhas, proporção áurea, estética, luz ou cor. Conseqüentemente, não sabiam como as imagens funcionam e como se expressar visualmente. Isso não é um problema técnico.

Cada um se vê no seu rosto. Sua imagem pessoal expressa sua identidade, para sí e para os outros. Mas também é uma máscara. Essa identidade é criada desde a infância e modificada ao longo dos anos. Cada mudança na imagem pessoal afeta a pessoa psicologicamente, porque altera como se vê e é vista, e o que revela e esconde da sua personalidade. Influi no seu comportamento e nos seus relacionamentos.

Beleza. O que é isso de que falamos tão freqüentemente? Será que todos nós temos a mesma concepção dessa palavra?

A auto imagem é a imagem que temos de nós mesmos. Infelizmente, a maioria não tem noção ou consciência dela, especialmente quando é negativa. Pessoas com boa inteligência visual têm uma percepção aguçada, mas são uma minoria. Mesmo essas, provavelmente não sabem se sua imagem é a mais adequada.

O cabeleireiro se coloca ao lado, ou atrás, da pessoa sentada em frente ao espelho, a cumprimenta-a e começa a conversar, buscando saber o que ela deseja. Imediatamente surge um grande complicador: a maioria das pessoas não sabe a diferença entre como deseja seu cabelo e o que quer expressar.

Recentemente, o economista e consultor austríaco de corporações, Peter Drucker, comentou que, analisando o século XX, percebeu que as tecnologias, como a televisão e a internet, não foram o que mais marcaram a época, mas, sim, o fato de proporcionarem escolhas a milhões de pessoas, repentinamente. Mais importante ainda, porém, foi a incapacidade das empresas de oferecê-las e o despreparo da população para essa enorme mudança.

No final do século XIX, o arquiteto Louis Sullivan estabeleceu um conceito que mudou radicalmente a arquitetura e todas as outras artes aplicadas. Esse conceito é resumido na sua célebre frase "a forma sempre segue a função." Em 1918, a escola de artes Bauhaus foi fundada sobre esse princípio, por Walter Gropius e um influente grupo de artistas, e seus ensinamentos mudaram definitivamente toda a área de artes visuais, desde as Belas Artes ao Design.

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