Visagismo integrado: identidade, estilo e beleza

Visagismo, cuja raiz deriva na palavra visage (rosto em francês) - é um conceito novo, que trabalha com a personalização da imagem, ainda confundido com uma simples técnica relacionada à intuição. Para demonstrar sua aplicação em diversas áreas e os fundamentos dessa arte, o especialista, Philip Hallawell, escreveu Visagismo Integrado – identidade, estilo e beleza, lançamento da Editora Senac São Paulo.

O que você deseja expressar pela sua imagem? Os aspectos discutidos nessa obra giram em torno dessa questão - primordial para o trabalho do visagista. O título mostra como elaborar um estilo, usando algumas ferramentas como a análise do temperamento da pessoa - expresso pelas suas características físicas –, análise do comportamento e características físicas. Discute também questões como identidade, personalidade, estilo e beleza e estimula o público geral a se analisar e questionar o que deseja expressar.

Referência no assunto, Hallawell foi o precursor no trabalho com o conceito. Artista plástico e arte-educador, apresentou a série À Mão Livre - A Linguagem do Desenho (TV Cultura), entre 1994 e 2000. Foi nessa época que teve contato com o visagismo, logo que o programa terminou. Convidado por Hélio Sassaki e Vera Lúcia Marques, do Centro de Tecnologia e Beleza do Senac São Paulo (em 2002), elaborou uma apostila voltada aos alunos da área. A ideia era explicar os fundamentos da linguagem visual, aplicados à beleza e como se analisa os formatos do rosto, das feições e da cor de pele.

A partir daí, Philip Hallawell fez uma vasta pesquisa sobre o tema e deu outra dimensão à prática dessa arte. Partindo do princípio de que a imagem pessoal é a expressão da identidade de uma pessoa, criou um método multidisciplinar inédito. . Tornou-se o principal divulgador e estudioso da prática no Brasil, além de único autor brasileiro que escreve sobre o tema (em 2003 publicou seu primeiro livro Visagismo – harmonia e estética) e o primeiro a estabelecer os princípios dessa arte. "Percebi que era um visagista na arte, porque sabia como usar o rosto humano nos meus desenhos e nas minhas pinturas. Na ocasião, encontrei pouco material disponível, a maior parte fora do país e quase nada se falava sobre seu conceito, em geral havia fórmulas para analisar as características físicas das pessoas. O visagismo é muito mais do que isso", afirma ele.

Informações adicionais

  • Autor: HALLAWELL, PHILIP
  • Editora: SENAC SAO PAULO

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